DIOCESE  DE  PONTA  GROSSA

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HISTÓRIA RELIGIOSA DO PARANÁ


    Desde que chegou em Ponta Grossa, como Bispo Coadjutor com direito à sucessão, no início de 1961, Dom Geraldo Micheletto Pellanda acalentava um sonho: construir um Santuário no Parque Estadual de Vila Velha dedicado à NOSSA SENHORA DA VILA VELHA – MÃE DA DIVINA GRAÇA. Em 1963 Dom Geraldo M. Pellanda foi recebido em audiência pelo Papa Paulo VI. Contou-lhe seu projeto, recebendo de Sua Santidade não apenas apoio, mas a própria imagem.

    Inicialmente a imagem foi exposta na Catedral Metropolitana de Curitiba, até que, no dia 26 de abril de 1964, em soleníssima carreata, acompanhada pelo Arcebispo de Curitiba, Dom Manoel da Silveira D’Elboux, pelo Governador do Estado, Nei Braga, entre outras autoridades e numerosa presença popular, foi trazida para a Igreja Catedral de Ponta Grossa, nela permanecendo até a inauguração do Santuário no Parque Estadual de Vila Velha quando foi festivamente entronizada.

    A cidade de Ponta Grossa, sede da Diocese, tinha sua padroeira – A SENHORA SANT’ANA - já desde 15 de setembro de 1823, quando por meio de Decreto Imperial, o Bairro Ponta Grossa foi transformado em Freguesia e colocado sob os auspícios de Sant’Ana, mãe de Nossa Senhora e avó do menino Jesus. Contudo, a Diocese de Ponta Grossa, criada em 10 de maio de 1926 permanecia sem padroeiro.

    A pedido de Dom Geraldo M. Pellanda, Bispo Diocesano de Ponta Grossa desde 24 de fevereiro de 1965, e com a aprovação unânime do Conselho Presbiteral em reunião realizada no dia 27 de abril de 1983, o Santo Padre João Paulo II dignou-se proclamar Nossa Senhora Mãe da Divina Graça como padroeira da Diocese de Ponta Grossa. Lê-se no documento Papal, datado de 25 de julho de 1983 e assinado pelo Cardeal Agostinho Casaroli: “... confirmamos, em perpétuo, a Bem-aventurada Virgem Maria, invocada sob o título – “NOSSA SENHORA MÃE DA DIVINA GRAÇA”- PATRONA PRINCIPAL JUNTO DE DEUS, DA DIOCESE DE PONTA GROSSA, com todos os direitos e privilégios litúrgicos, de acordo com as rubricas”.

    A festa da Padroeira da Diocese a princípio foi celebrada no 3º domingo de Setembro. Após várias consultas ao Clero a festa passou a ser celebrada em toda a Diocese, no dia 15 de Setembro, dia do aniversário do Município de Ponta Grossa.

Mãe da Divina Graça

    Nossa Senhora foi escolhida, pela Santíssima Trindade, desde toda a eternidade, para ser a Mãe de Jesus. Graças ao sim generoso que disse quando foi convidada pelo anjo (Lc 1,28), ela tornou-se mãe de Cristo, mãe da própria Graça.

    O apóstolo São Paulo (Tito 2,11) nos ajuda a entender melhor a palavra graça: “A graça de Deus, fonte de salvação, manifestou-se a todos os homens”. De quem o apóstolo Paulo está falando? Quem é a graça de Deus? É o próprio Jesus Cristo, o caminho, verdade e vida. A partir desta afirmação podemos concluir que quando estamos dizendo a expressão “Nossa Senhora, Mãe da Divina Graça” estamos afirmando: que a Virgem Maria é a mãe D`Aquele que é a própria graça divina para toda a humanidade. Porque Jesus Cristo é a divina graça? Porque Ele é o nosso Salvador. Jesus é o dom gratuito que recebemos de Deus, sem merecimento de nossa parte. Graças à sua paixão, morte e ressurreição fomos remidos.

    Aorezar “Ave Maria, cheia de graça”, estamos afirmando que Nossa Senhora está plena da vida de Deus, visto que ela foi a sua mais generosa cooperadora e a serva humilde do Senhor. Mediante os gestos de toda mãe, desde os gestos mais ordinários até os mais difíceis, Maria cooperou livremente na obra da salvação da humanidade, em profunda e constante sintonia com o seu Divino Filho.

    Maria é ainda nossa mãe, ela se interessa por todos os cristãos e nos guia para o encontro com seu Filho Jesus. Ela cuida, com amor materno, dos irmãos de seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada.

    Padroeira da Diocese de Ponta Grossa - Decreto do Papa João Paulo II, de 25.07.1983.


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